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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Airbus A380 faz pouso de emergência em Maringá, Paraná, Brasil.


Talvez poucas pessoas saibam disso, mas no dia 09 de Dezembro de 2007, um Airbus A380 fez um pouso forçado na cidade de Maringá, Estado do Paraná, Brasil.

Mais especificamente, no Aeroporto Regional de Maringá - Silvio Name Junior, SMBG.

O "super-avião" que partiu da Argentina, do Aeroporto Internacional Ezeiza, SAEZ (na grande Buenos Aires) e com destino ao Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, SBGR,

e que seguia um roteiro mundial para promover o seu lançamento comercial, enfrentou um mau tempo enquanto sobrevoava divisa do Estado do Paraná com São Paulo.

E acabou tendo que alternar para o pequeno aeroporto paranaense.

Abordo da aeronave estavam: o piloto, co-piloto, engenheiros de vôo, representantes da fabricante francesa Airbus e convidados; equipes da imprensa (TV's, rádios, jornais, revistas e sites especializados no mundo aéreo) administradores de aeroportos (que foram e/ou que ainda seriam visitados),

além empresários ligados ao setor aéreo, entre os quais, presidentes e executivos de grandes companhias aéreas, interessadas na aquisição do aparelho. Num total de 163 passageiros.

O operador da torre de controle do aeroporto de maringá, disse ter levado um grande susto, quando percebeu o primeiro sinal de alerta e

ainda mais pelo pedido do piloto, para um pouso emergencial.

"Seguimos todas as instruções de praxe, e no final, tudo acabou saindo tranquilo", disse ele.

Já para o piloto, a história foi um pouco diferente. "Para mim foi um grande desafio, um teste ao qual eu tinha que superar, tive várias horas de treinamento em simuladores de vôo,

e isso foi um fator muito importante", conta ele com todo o entusiasmo.

"Apesar de termos sido muito bem orientados, houve uma certa falha na comunicação, pelo simples fato do controlador não ser fluente em inglês ou francês", afirmou o co-piloto.

O aeroporto maringaense que não conta com os sistemas mais avançados como VOR/DME ou ILS, ou mesmo um simples e acessível PAPI nas cabeceiras 09 e 27.

Tem ainda uma pista curta, 2.100 metros de extensão, por 45 metros de largura, e justamente por esses fatores, dificultou tanto no pouso do A380, assim como no momento de taxiar a gigantesca aeronave.

Logo após o pouso do A380, o aeroporto fechou suas operações de landing/takeoff (pousos e decolagens), uma vez que o aeroporto não tem suporte e nem é homologado para receber aeronaves desse porte.

Afim de descobrir se o avião danificou a pista de pouso/decolagem,  criando uma "cratera" no frágil pavimento. Pois o A380 pesa 276.800 kg (vazio) e chegando à absurdos 560.000 kg (em carga máxima - MTOW).  Sendo que a "runway" (pista) é capacitada para suportar até 65 toneladas!

Embora o peso total tenha excedido em mais de 200 toneladas.

"O estrago só não foi maior, porque o A380 não estava com a capacidade máxima de seus tanques de combustíveis, por isso não excedeu tanto no peso", de acordo com um dos funcionários encarregado em vistoriar a pista.

"Devido a perícia do piloto, não houve danos maiores na pista. Ele fez um pouso suave em full-flap, quase que estolando a aeronave no ar, e assim que tocou (suavemente) na pista, o auto brake foi acionado,

quando ele conseguiu parar o avião, ainda restava algumas centenas de metros até o final da pista ... ele foi muito competente!", espanta-se o superintendente do aeroporto.

Mas vale ressaltar, que a pista possuí um PCN 41/R/A/X/U, o que numa tradução livre, suportaria apenas aeronaves médio porte do tipo Boeing 727, Boeing 737, Boeing 767, Airbus A320, Fokker 100, Embraer 195,

além dessa cota, poderia comprometer a resistência de pavimentação da pista!

Para que o A380 coubesse no pátio de manobras, todos os aviões foram removidos de lá, e com muita dificuldade, o piloto conseguiu balizar a aeronave até o ponto final e estacionar.

Incômodo maior, foram para os passageiros quem tinham a cidade como destino ou que de lá partiriam.

Todas as decolagens foram canceladas ou ficaram sem previsão de quando partiriam. Já os pousos, tiveram que ser transferidos para o aeroporto Governador José Richa, SBLO na cidade de Londrina, Estado do Paraná (distante 100km).

Passageiros e curiosos que visitavam o aeroporto, ficaram inconformadas por não terem tido nenhuma explicação do que acontecia.

"Eles simplesmente fecharam todas as cortinas das janelas do aeroporto!", "Ficamos sem entender nada!", "O que está acontecendo?", exclamavam e interrogavam os que lá estavam presente.

"Somente quando eu cheguei em casa, é que eu fiquei sabendo que um avião grandão tinha descido no aeroporto de Maringá", diz inconformado uma das testemunhas.

Uma outra testemunha relata que instantes antes, foram repreendidos à desligarem suas câmeras fotográficas ou filmadoras.

"Eles não nos deram nenhuma satisfação do que estava acontecendo!", esbraveja.

Uma testemunha que não quis se identificar, acusa que teve a sua câmera filmadora apreendida.

Por: FRSN


Abaixo reconstuição gráfica, para efeito de comparação do tamanho do Airbus A380 com o terminal de passageiro do aeroporto de Maringá.


Airbus A380 pouso forçado emergência
Note que a comprimento do Airbus A380 é praticamente a mesma do terminal.



A envergadura também.



As fotos reais, assim como os vídeos serão postados futuramente aqui nesse blog.


Pista de pouso e decolagem


Pista de pouso e decolagem

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Uma aeronave pousando no Aeroporto Internacional de Chubu, OsakaJapão
Uma pista de pouso e decolagem é uma área plana de asfaltoconcreto, terra, grama ou pedra, designada ao pouso e decolagens de aviões. São uma parte indispensável de quaisquer aeroportos, uma vez que aeronaves precisam pecorrer uma certa distância no chão antes de alçar vôo ou para abaixar sua velocidade, numa operação de aterrissagem.
Pistas de aeroportos precisam ser longas o suficiente para permitir operações seguras de pouso e decolagem, e eventuais casos de abortagem de decolagem e arremetida. Para o auxílio da movimentações de aeronaves em terra (após um pouso ou antes de uma decolagem, por exemplo), existem as taxiways, pistas de auxílio que agilizam o tráfego de aeronaves no solo.
Pistas de pouso e decolagem precisam ser construídas levando-se em conta o padrão dos ventos da região: os ventos precisam ser paralelos à pista em pelo menos 95% do tempo, para a segurança de uma operação de pouso ou decolagem, onde ventos laterais nunca são bem-vindos; quando acontecem, criam turbulência na aeronave, aumentando muito as probabilidades de um acidente. Quando uma dada região não possui constantes ventos paralelos à pista de pouso, a construção de uma nova pista, em um ângulo perpendicular à primeira, é aconselhada. Birutas indicam a atual direção do vento, e ajudam funcionários da torre de controle em fazer as melhores decisões possíveis (ex, pista e cabeceira a ser usada).
A construção de uma nova pista, paralela à outra(s), pode ser requerida quando um certo limite de operações de pouso e decolagem (por hora) é alcançado. Pistas paralelas permitem um número maior de operações horárias, e quando possuem distância suficiente entre si (735 metros, pelo menos), permitem operações simultâneas de pouso e decolagem.

Vista de satélite do Aeroporto de Las Vegas. Note que são quatro as pistas de pousos e decolagens
Muitos aeroportos de grande porte possuem várias pistas que correm em várias direções diferentes e/ou várias pistas que correm paralelamente entre si, para permitir uma maximização segura da capacidade de operações horárias.

[editar]Operações de pouso e decolagem

Uma operação de pouso e decolagem é sempre melhor realizada quando o vento flui numa direção oposta e mais ou menos paralela à direção da aeronave, para segurança, estabilidade e máxima sustentação. Ventos laterais e opostos em tais delicadas operações causam turbulência na aeronave, e em casos extremos (por exemplo, aviões pequenos, ventos muito fortes ou erro mecânico ou humano) podem causar um acidente, muitas vezes, com consequências fatais.
Vários aeroportos relativamente movimentados possuem balizamento noturno, permitindo operações de pouso e decolagem à noite.


Nomenclatura

Pistas são nomeadas pela direção de suas cabeceiras, em relação à direção em relação ao pólo norte magnético em que elas apontam, em graus, arrendodado para o mais próximo múltiplo de 10, e letras, à direita do número: L (left - esquerda), C (central) e R (right - direita), quando o aeroporto possui pistas paralelas (e, neste caso, as letras servindo para a identificação das pistas paralelas, uma vez que a numeração de suas cabeceiras são a mesma). Note que, por serem exatamente opostas entre si (180º), o número de dada cabeceira pode ser encontrada pela adição ou subtração de 18.
Por exemplo, dado duas pistas pararlelas 22L/4R e 22R/4L, 22 indica que estas cabeceiras possuem um ângulo de 215 a 225 graus em relação a ao pólo norte magnético, tendo como grau 0/360 o sul e 180 o norte, e 4 (35 a 45 graus) indica a cabeceira oposta. Como são duas pistas paralelas, as letras identificam as pistas.


Pavimentação

As pistas de pouso e decolagem têm seu pavimento caracterizado de duas formas, dependendo da resistência do piso da pista.
Se a resistência for de até 5700 kg (12500 lb), faz-se a caracterização com base no peso máximo de decolagem da aeronave e na pressão máxima admissível dos pneus na pista, nesta ordem. Por exemplo:
4000 kg/0.50 Mpa
Para pistas com capacidade de carga superior, utiliza-se uma legenda que descreve o Número de Classificação de Pavimentos (do inglês, Pavement Classification Number - PCN), o tipo de pavimento, a resistência do subleito, a pressão máxima admissível dos pneus nas pistas e o método de avaliação do pavimento. Um exemplo da legenda segue abaixo, bem como seu significado:
85/F/B/W/T
  • Resistência do Subleito:
    • A – alta
    • B – média
    • C - baixa
    • D - ultra-baixa
  • Pressão máxima admissível dos pneus
    • W - alta (sem limite)
    • X – média (até 1,5 MPa)
    • Y - baixa (até 1,0 MPa)
    • Z - muito baixa (até 0,5 MPa)
  • Método de avaliação:
    • T – Técnica: consiste no estudo específico das características do pavimento e na aplicação da tecnologia do comportamento dos pavimentos;
    • U – Prática: consiste na utilização do conhecimento do tipo e peso de aeronaves que, em condições normais de emprego, o pavimento resiste satisfatoriamente, dotada de balizamento noturno.